Compliance total

O Compliance no Brasil não é um tópico novo, mas sua popularização se deu após a aprovação da Lei nº 12.846/13, a Lei Anticorrupção, que estabeleceu um rigor muito maior, tanto para empresas públicas como privadas.

A atuação do Compliance ocorre por meio de um programa de compliance, com diretrizes que estabelecem ações e práticas que devem estar alinhadas aos valores da Cooperativa, e que tratam basicamente de combate à corrupção e outras condutas, que tratam de ética, transparência e melhores práticas.

Diretrizes do programa de Compliance da Cocre

O programa de Compliance da Cocre baseia-se em pilares, que são como linhas mestras, simples porém fortes, nas frentes de: Prevenção, Detecção e Resposta, as conformidades e aos riscos, gerando valores e guiando as ações necessárias junto as áreas de negócios.

  • Prevenção: Este é o pilar mais importante pois agindo de modo proativo é mais inteligente e econômico. Para ser eficaz na prevenção, estabelecemos políticas e procedimentos, instruindo como as pessoas devem agir e o que devem fazer para estarem em sintonia com os mecanismos de integridade. E cabe ressaltar a importância de um código de conduta bem realizado, para abranger os aspectos mais relevantes, suas relações, seus riscos e seus princípios.
  • Detecção: Este pilar traz monitoria e assume papel fundamental nas atividades de Compliance, de modo a assegurarmos a correta condução das operações, onde é possível ampliar a visão de modo a buscar a melhoria contínua e eficiência nas áreas.
  • Resposta: Este é o pilar para ajustar os desvios em relação ao princípio da Cooperativa, independentemente do nível hierárquico envolvido. Se detectada, a falha deve ser corrigida de imediato e estabelecido um plano de ação eficaz para mitigar o risco de reincidência.

 

Gestão de Risco em Compliance

No mundo corporativo, o risco está associado à incerteza do cumprimento de alguma regra, objetivo ou na probabilidade de perda financeira. A gestão adequada dos riscos é condição fundamental para o sucesso de alguma instituição e, por isso, passou a ocupar lugar de destaque na Cocre.

Os riscos de Compliance diferem de acordo com áreas de atuação, tipos de produtos, serviços e soluções. Desta forma, torna-se salutar estabelecer a melhor forma para identificá-los e, a partir daí, engajar-se na sua mitigação.

A identificação é a fase inicial, pois dela derivam os processos, atividades e controles que compõem a base dos mecanismos de integridade. Nessa direção, cumpre destacar um conceito importante para a efetividade e sustentabilidade: vale investir num estudo detalhado para alocação de recursos de acordo com os papeis e responsabilidades, os riscos, de forma a evitar excesso de atividade em que os riscos são baixos e, em contrapartida, escassez delas onde os riscos são maiores.

Na manutenção do sistema de Compliance, quando os processos e controles já estiverem em fase de mitigação de riscos e melhoria dos processos, cabe considerar a necessidade de uma reflexão regular, com a finalidade de verificar a efetividade do mecanismo e monitoramento dos riscos. Decorrentes dessa análise, as medidas mitigadoras serão implementadas para manter a organização protegida e menos suscetível a eventuais desvios de conduta e perdas.

Em casos de dúvidas, não faça, consulte o Compliance!

 

 

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