O que é melhor para reserva de emergência: poupança ou investimentos em renda fixa?

Paulo Massarutto Diretor Administrativo Financeiro da Cocre

Um assunto que costuma entrar em pauta sempre que se fala em reserva de emergência é com relação a necessidade de investir para guardar esse dinheiro, ou se é melhor mantê-lo na poupança.

E para desmistificar esse “preconceito” que as pessoas têm com a poupança, vou explicar neste artigo qual é a melhor opção para o seu dinheiro ficar seguro e rendendo ao mesmo tempo!

Reserva de emergência

Antes de tudo é fundamental saber exatamente o que é e para que serve a reserva de emergência. Essa reserva, também chamada de reserva financeira, nada mais é do que um montante de dinheiro que fica reservado para que possa ser utilizado em momentos não previstos, ou seja, em emergências.

O objetivo central é que esse dinheiro só seja usado em casos de necessidade extrema, como despesas inesperadas, rendimento abaixo da expectativa prevista para cobrir seus custos, demissões não comunicadas antecipadamente e mesmo problemas de saúde.

São nesses momentos de emergência que a reserva deve ser usada, considerando-a como uma “carta na manga” na hora do desespero. Muito cuidado para não agir por impulso em determinadas situações e com isso usar esse dinheiro sem motivo. Emergência é necessidade.

Poupança ou investimento: onde fazer sua reserva?

Tendo em vista o principal objetivo de uma reserva de emergência, que é ter dinheiro em algum lugar para que possa ser retirado com urgência caso haja necessidade, a poupança geralmente é vista com bons olhos para essa função.

Isso porque existe uma liquidez alta, ou seja, a capacidade e rapidez daquele valor contido na poupança ser convertido em dinheiro. Além disso, a poupança oferece baixo risco, garantindo segurança e conforto ao reservar dinheiro.

Mas ao mesmo tempo em que a poupança oferece essas vantagens, ela também é limitada no sentido de rendimento. Já é comprovado que hoje em dia não vale mais a pena aplicar dinheiro em poupança se o objetivo é rentabilidade.

Pensando nisso, minha dica (e de certa forma, minha resposta à pergunta do título desse texto) é buscar investimentos em renda fixa que sejam menos arriscados e que também possam servir para montar sua reserva de emergência.

Nesses casos, investimentos como Tesouro Direto e CDB, por exemplo, podem ser interessantes, sobretudo no contexto em que estamos, no qual a taxa básica de juros está alta e pode oferecer rendimento ainda maior. Nas cooperativas de crédito, uma alternativa interessante pode ser o RDC. Para efeito de comparação, nos últimos três anos, aplicadores da Cocre receberam rendimentos sempre acima de 100% do CDI com aplicações acima de R$1.

Essas opções de aplicação em renda fixa também têm alta liquidez, o valor pode ser resgatado de forma rápida, são seguras e saem na frente da poupança quando o assunto é rentabilidade.

Por isso fique sempre atento a cada movimento do mercado e, por mais que seja confortável e seguro manter sua reserva na poupança, tente alçar voos mais altos.

Faça essa reserva render, mas nunca abra mão de estudar e estar atento a cada movimento. A reserva de emergência é importante e pode te salvar no aperto. Valorize-a!